Extensões de cílios: conheça os riscos que envolvem a prática

A técnica utilizada para alongar os cílios pode causar infecções na córnea e até cegueira, alerta oftalmologista

A extensão de cílios conquistou mulheres mundo afora por proporcionar volume e curvatura aos fios, transformando o olhar de quem opta pelo procedimento estético. A técnica ajuda a preencher falhas e evita a necessidade de aplicação de produtos diariamente para melhorar a aparência.

 

No procedimento, o profissional aplica fios sintéticos ou de seda em cada fio do cílio natural com uma cola especial e própria. No entanto, especialistas alertam que a extensão de cílios pode gerar sérias complicações de saúde.

A oftalmologista Núbia Vanessa Lima, do CBV Hospital de Olhos, explica que os cílios naturais funcionam como uma proteção do olho contra agressões externas, como poeira, fumaça e alérgenos. Para a especialista, o ato de colar fios postiços sobre os naturais é uma forma de agressão.

“Esse procedimento pode causar alergias leves até graves, causando edema palpebral e inchaço. O processo também pode causar infecções secundárias dependendo da limpeza feita antes do procedimento”, afirma a oftalmologista.

Infecções na córnea

A profissional alerta que as principais reações causadas pela extensão são infecções na raiz dos fios. Uma delas é a blefarite, caracterizada pela inflamação nas glândulas existentes na raiz dos cílios, causando lacrimejamento.

Outra infecção comum, de acordo com Núbia, é a ceratite, que agride a córnea e causa arranhaduras no tecido. A avaliação médica é necessária para identificar se o quadro é infeccioso ou não. Em alguns casos, a ceratite pode causar até úlcera de córnea.

Para a oftalmologista Núbia, todo procedimento estético tem seus riscos, e não é diferente com a aplicação de extensão de cílios. Além das infecções, o paciente pode ainda desenvolver lesões na córnea que levam à cegueira.

 

“O profissional pode deixar restos de cola caírem nas pálpebras do paciente, e, caso isso ocorra, o indivíduo pode precisar de cirurgia oftalmológica e até transplante de córnea”, pontua.

Ela relembra que, antes de aderir à pratica, é preciso tomar alguns cuidados, como:

  • Certificar-se de que o profissional é qualificado para realizar o procedimento;
  • Fazer um teste de alergia;
  • Atentar-se para a higiene do local;
  • Certificar-se que o profissional utiliza a pinça adequada;
  • Saber se a cola utilizada é aprovada por agências reguladoras.

Publicado em: Metrópoles

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CBV - Hospital de Olhos
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