Junho Violeta: mês de conscientização sobre o ceratocone

Em artigo, médica fala sobre a importância de campanhas para alertar sobre a doença ocular

Mas o que é ceratocone? Ceratocone é uma doença da córnea – a parte transparente na frente do olho – que sofre alteração de sua curvatura e passa a ter um formato cônico. Isso pode levar a pessoa a ter uma visão baixa .

As causas do ceratocone não são totalmente definidas, podendo ser hereditário em alguns casos, porém a maioria se deve a uma alteração das fibras elásticas que compõem a córnea. Algumas doenças, como alergias, podem facilitar seu aparecimento. Ocorre em cerca de 1 a cada 200 pessoas .

Geralmente, a doença se inicia na adolescência ou início da idade adulta e pode progredir até por volta dos 30 anos. As formas de ceratocone variam, desde a pessoa que tem baixo  grau e  pouca dificuldade visual até formas mais severas onde há grau mais alto, de difícil correção com óculos e visão muito prejudicada. O principal fator de risco para desenvolver e progredir o ceratocone é o ato de coçar os olhos! Sim, isso mesmo! Coçar os olhos.

O ceratocone não tem cura, mas tem controle e formas de estabilizar a progressão da doença. A visão pode ser corrigida com óculos em alguns casos, lentes de contato na maioria deles e quando necessário é indicado transplante de córnea. Portanto, é sempre bom ficar atento a mudanças frequentes de grau , visão distorcida mesmo com óculos, histórico familiar de ceratocone e principalmente  evitar coçar os olhos.

*Fabíola Gavioli Marazato Carvalho é médica oftalmologista e especialista em córnea e cirurgia refrativa do CBV.  Formada pela Faculdade de Medicina de Jundiaí, tem residência em oftalmologia pelo Instituto de Oftalmologia Tadeu Cvintal, um dos pioneiros do transplante de córnea do Brasil. Foi responsável pelo Banco de Olhos de São Paulo. Atualmente, destaca-se no implante de anel de ferrara, crosslink e lente de contato para ceratocone.Título de especialista em oftalmologia pelo CBO e de Especialista em Oftalmologia pelo MEC. É autora do capítulo: “Perda endotelial no transplante de Córnea”, no livro deTadeu Cvintal, sob o título: “Complicações do Transplante de Córnea”.